segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O que dá para fazer hoje?

Acordo cedo e penso no que faço durante o dia, não vendo algo além da rotina dos últimos anos. Depois dos afazeres, pego a magrela e saio ainda sem um destino certo, não sei se viro à direita ou à esquerda - quando chegar mais perto eu viro para algum lado! Resolvo trilhar por caminhos diferentes para que possa me vir inspirações novas.
Quando volto penso na próxima maneira de ocupar o meu tempo e vejo poucas possibilidades. Então me lembro de outra companhia fiel de pelo menos 16 anos. Esta companhia também me faz bem, me faz relaxar, voltar à calma, enfim, tem sido uma das coisas boas que tenho conquistado e parece ser por toda a vida. Sinto falta de outras amizades com criaturas “de carne e osso” para compartilhar momentos, enfrentar a vida juntos. Recordo-me da vida que tinha há dez anos, quando era mais popular, porém não mais sábio e consciente como sou hoje. Por isso que não quero voltar no tempo; tudo aquilo que eu fazia me trouxe até aqui. Durante este processo de evolução tomei decisões, mudei bastante, não para distante do meu ser, mas para perto de mim mesmo. Precisava caminhar com as próprias pernas e voar com minhas próprias asas. Acredito que é possível haver um mundo em que cada um possa ser aceito do seu jeito, com o que tem com o que faz, e busco isso.
Nesta metamorfose que passo – e todos nós passamos – me deparo com diversas situações. No aspecto relacional, conquanto longo período inativo, muita coisa aconteceu. Por outro lado, me deparo sempre com a mesma antítese: quando parece que estou indo no caminho certo, alguma coisa acontece de errado. Então deixo o coração me guiar na esperança de que uma nova situação aconteça e que possa, enfim se realizar. Fé e esperança sempre, pois aprendi, faz alguns anos, que se caminhamos pelo caminho da justiça e do amor chegamos aonde queremos. Podemos achar que estamos atrasados, ou que o nosso veículo empacou no caminho, mas quem nos criou, e somente ele, sabe o momento certo.

Portanto sigo firme. Conquanto algumas vezes me sinta inseguro, na maior parte do tempo tenho nas mãos as rédeas da vida. Sei que preciso crescer mais, sei que preciso ampliar mais, sei que preciso ousar mais, mas também sei que devemos respeitar o espaço dos outros, pois cada um tem seus sonhos e suas preferências. Assim, continuo acordando cedo, e vivendo, e tentando, e sofrendo, e amando a vida, sempre contando com a minhas fiéis companhias.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Análise da Música “Chão de Giz” – Zé Ramalho


Chão de Giz é uma música do compositor e cantor Zé Ramalho, lançada no ano de 1978. A música fala de um rapaz que era apaixonado por uma moça e ela não correspondia como ele desejava. Ela queria apenas “ficar”, viver uma pequena aventura e ele queria algo a mais, um romance. Isso fica evidente no trecho da música em que ele diz “Não vou me sujar fumando apenas um cigarro”. A letra é composta por muitas palavras estranhas, como devaneios, amiúde, grão-vizir, colibri e por expressões que precisam ser compreendidas e interpretadas, como “espalho coisas sobre um chão de giz, That's over, baby!”
Na primeira parte fica claro que o indivíduo busca refletir sobre suas fantasias utópicas de maneira clara e profunda (espalho coisas sobre um chão de giz). Esse estado de divagação, onde se deixa levar pela imaginação, lhe tortura com frequência (amiúde). Quando ele diz “vou te jogar num pano de guardar confetes”, transmite a mensagem que não vai mais levá-la à cama, vai esquecê-la. Confete significa confeito ou bolinha de gesso que os foliões atiravam aos punhados uns nos outros.
Adiante, ele expressa a sua luta para não se deixar levar pela sedução e encantamento da moça. “Disparo balas de canhões, é inútil, pois existe um grão-vizir”. “Gão-vizir” era um ministro e conselheiro de um sultão, ou rei, da antiga Pérsia. O termo significa literalmente ¨ajudante¨ . Ele ressalta que “sempre foi acorrentado no seu calcanhar, mas que ”isso acabou, querida!” (tradução de That's over, baby!).
Por fim, quando ele afirma que “quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval”, compreende-se que o sexo é passageiro como o carnaval e quando ele diz “no mais, estou indo embora”, sustenta a tese de que ele não quer continuar ficando com alguém somente “por fica”, pois isso pode gerar frustrações. Por ser uma música em que o autor emprega muitas palavras não habituais, se torna de difícil compreensão, sendo necessário ouvi-la com calma para compreender a sua mensagem. A consulta a um dicionário também é fundamental!


Veja a explicação dada pelo próprio compositor aqui.https://osegredo.com.br/2015/03/voce-sabe-o-significado-da-musica-chao-de-giz-de-ze-ramalho/

sábado, 5 de novembro de 2016

Agir Para Relacionar-se Melhor

Nos dias atuais as pessoas andam muito apressadas, ou muito ansiosas, ou muito iludidas, a ponto de evitar contato social até mesmo com os conhecidos. Essa situação não é boa, uma vez que precisamos estar próximo uns dos outros, reafirmar e ampliar amizades para que nossa vida se torne mais significativa.
Às vezes pode até ser incomodo procurar alguém para falar e colocar as conversas em dias, mas tomar essa atitude, sem dúvida, nos deixará mais confiáveis, satisfeitos, e felizes. A escolha em se esconder ou ser passivo em relação aos nossos pares nos deixa isolados do mundo e com sentimento de insatisfação com a vida.
Precisamos ter cuidado com o que pensamos quando estamos sozinhos, e sobre tudo, o que fazemos quando estamos em meio às pessoas. Isso porque é importante que nossos pensamentos sejam positivos e que as nossas atitudes sejam coerentes com as nossas concepções. Se descuidarmos um pouco perderemos o foco daquilo que nos faz realmente bem e a vida se torna monótona e obscura.
Então, tomar uma atitude positiva em relação a manter e ampliar amizades é de grande valia na atualidade, mesmo que tenhamos que superar barreiras, medos e frustrações. Estabelecer relações sociais pautadas no respeito e na empatia é essencial para vivermos com mais qualidade de vida.


sexta-feira, 6 de março de 2015

APRESENTAÇÃO

Prezado(a) aluno(a).

Sou Genival Pereira, professor de Educação Física formado pela Universidade de Brasília, especialista em Educação Física escolar pela Universidade Estácio de Sá. É com grande satisfação que o livro de Educação Física para os anos finais do ensino fundamental. Ele é fruto de um trabalho intenso, com a colaboração de outros colegas professores, também vinculado a área da Educação Física escolar.
A proposta aqui apresentada se distancia daquela velha prática que considera a Educação Física Escolar essencialmente prática, desprovida de conhecimentos culturais, sociais e afetivos. Buscamos explorar as práticas corporais de forma integral, onde através de estudos, pesquisas, vivências você possa desenvolver competências que serão úteis na sua vida e das pessoas que convivem contigo.
É a Educação Física para a vida, de corpo inteiro, como diz Freire em seu livro. Podemos contar com você?

SUMÁRIO


CAPÍTULO 1 - OS JOGOS E SEUS SIGNIFICADOS SOCIAIS
CAPITULO 2 - ESPORTE: A POPULARIZAÇÃO DO FUTEBOL
CAPITULO 3 - VIAJANDO PELO UNIVERSO DA DANÇA

  1. A Origem da dança
  2. Ritmo na dança
  3. Expressão corporal
  4. Danças populares
CAPÍTULO 4 - A PRÁTICA DA GINÁSTICA: DA ANTIGUIDADE A ATUALIDADE

APRESENTAÇÃO DO CAPÍTULO "3" E OBJETIVOS

Apresentação,

Neste capítulo nós abordaremos a dança como uma manifestação cultural da humanidade. Iremos estudar a história dessa prática corporal, identificar os estilos mais presentes em nossa localidade e a possibilidade de vivenciarmos este conteúdo na escola. Para isso, também iremos estudar alguns conceitos ligados ao movimento rítmico e expressivo e experimentá-los nas.
Sabemos que muitas pessoas apresentam timidez para dançar. Durante as próximas aulas, nosso desejo é que cada um de vocês se superem e consigam vencer essa barreira para poder assim, aproveitar dos benefícios que essa prática corporal pode proporcionar para a qualidade de vida. A dança está no homem, só basta desenterra-la dentro de si.
Então, vamos encarar essa viagem pelo mundo da dança?

Objetivos:

No final deste capítulo esperamos que você seja capaz de:
ü  Compreender a história da dança analisando os diferentes significados a ela;
ü  Discutir com os colegas preconceitos atribuídos a esta manifestação corporal considerando a sua evolução histórica;
ü  Ampliar o conhecimento sobre os estilos de dança observando as peculiaridades de cada um;
ü  Desenvolver o ritmo e a expressão corporal realizando as atividades com os colegas;
ü  Pesquisar estilos de dança e folguedos presentes em nossa realidade organizando uma oficina prática;

ü  Participar de atividades rítmicas e expressivas respeitando os colegas;

CAPÍTULO 3 – VIAJANDO PELO UNIVERSO DA DANÇA

3.1 A ORIGEM DA DANÇA

A dança é uma das manifestações expressivas mais antigas da humanidade. Antes do homem se expressar através da fala ele já dançava. O seu surgimento teve origem na pré-história, quando os homens batiam os pés no chão. Aos poucos foram intensificando os sons, descobrindo que podiam criar outros ritmos, articulando os passos com as mãos e utilizando as palmas.
O surgimento das danças em grupo se deu através de rituais religiosos, nos quais as pessoas faziam agradecimentos, pediam aos deuses o sol e a chuva e celebrava a colheita. Também dançavam para expressar suas emoções e atrair alguém. Os primeiros registros destas danças foram encontrados no Egito, cerca de dois mil anos antes de Cristo.
Registro histórico de uma dança através de pintura rupestre (Google imagens).
Algumas pessoas falam que não apenas o homem dança, mas todas as coisas da natureza. O balançar das arvores, o vai e vem das marés, o voo dos pássaros, estas ações rítmicas expressivas parecem tomar forma de um bailado na natureza.




VOCÊ SABIA?
          
Nas civilizações antigas a dança tinha fundamental importância na formação do homem. Na Grécia ela foi primordial na formação do cidadão guerrilheiro, pois eles acreditavam que a marcação rítmica dos pés batendo no chão, intimidaria os adversários na hora da batalha. Diziam que os melhores dançarinos se tornavam os melhores guerreiros. Foi a partir daí que surgiu a ideia da importância da dança na educação, e Platão foi um percursor desta experiência com os jovens. Na Índia e na China, quando o sentido da dança era a adoração à divindades, os dançarinos usavam trajes coloridos e máscaras para aumentar a representação.


Atividade de pesquisa


Na sala de informática, formem grupos e pesquisem nomes de tipos de dança tradicionais de diversos lugares do mundo, como campesinas, danças circulares, danças de salão entre outras. Em seguida, socializem o resultado de sua pesquisa, sem repetir nomes, enquanto o professor anota no quadro. A próxima etapa é montar um mural com imagens de todos os estilos encontrados. As imagens podem ser recortadas de revistas e livros velhos, e as mais difíceis podem ser pesquisadas e impressas da internet. Depois do mural pronto, cada grupo deverá apresentar o estilo em que pesquisou.

3.2.1 RITMO NA DANÇA

Ritmo é sempre movimento, e como a dança envolve sempre essa característica, o ritmo se dá pela organização dos movimentos num tempo. Certo?  É por isso que podemos afirmar que mesmo sem música pode haver ritmo na dança. Podemos dançar sem música, batendo palmas, ou até sem nenhum som.
No entanto, a música nos estimula a dançar. Com ela nos sentimos prazer em executar movimentos já vistos ou cria-los. Nesse caso, sentimos vontade de acompanhar o ritmo que a música possui, combinando os sons com os movimentos. É assim com todos os estilos de dança; dançamos a música.
Na dança artística contemporânea, também se dança a música, mas o dançarino não fica limitado a ela. A dança, assim como a música, assume sua expressão artística particular e os coreógrafos podem usá-la da forma que melhor achar para expressar o que se deseja.

VOCÊ SABIA?

Tudo que existe no universo tem um ritmo próprio. Até mesmo os órgãos dentro do nosso corpo obedecem a um ritmo próprio que chamamos de interno. Um exemplo disso é o coração, que tem seus batimentos seguindo um padrão rítmico. Esse padrão pode ser alterado de forma involuntária, seja pelas emoções, por esforços físicos, ou outros motivos. Da mesma forma, na natureza,  as marés, o sol, a lua, a terra, estão sempre em movimento e seguindo um ritmo. Um determinado corpo pode influenciar o ritmo de outro, a exemplo das marés, que recebem influências das fases da lua. A terra leva vinte e quatro horas para completar uma volta em torno de si mesmo e um ano para completar um movimento completo em torno do sol. Dessa forma ela tem seu próprio ritmo de movimento inalterável.

Atividade de vivência

Vamos fazer uma atividade rítmica? Quero que um de vocês comecem a bater palma da seguinte forma: Duas batidas fortes e uma fraca, de maneira contínua. Em seguida, o aluno que estiver sentado depois tentará acompanhar o ritmo do colega, depois toda a turma. Vocês perceberam que produzimos um ritmo sonoro? Com qual estilo musical podemos associar esse ritmo?
Pois bem, acabamos de marcar com palmas um compasso ternário, que é a base rítmica da valsa. 

3.2.2 EXPRESSÃO CORPORAL

Entendemos por expressão corporal a capacidade do nosso corpo de transmitir algo, seja uma ideia, uma imagem, uma sensação, uma emoção. Já vimos que nossos antepassados expressavam a partir dos movimentos e das linguagens dos gestos o que sentiam em relação ao seu mundo e as coisas que aconteciam a sua volta. Eles celebravam acontecimentos como nascimento, morte, colheita, guerra, paz, enfim, a dança manifestava-se de forma ritualística. Nesse sentido a dança existia para expressar a relação do homem consigo mesmo e o mundo, e graças a sua evolução, hoje se pode desfrutar de seus movimentos, magia e prazer. Mas como nos exprimimos através da dança?
A expressividade na dança vem da verdade do movimento. Em outras palavras, é a intenção que gera o movimento; acontece quando conseguimos transmitir o que sentimos através de gestos. Como já enfatizado, essa intenção pode acontecer de forma diversa: dançamos para expressar sentimentos, emoções, para transmitir uma ideia, para socializar, etc.
Quando unimos a expressividade da dança à expressividade da música sentimos uma sensação de completude.

Atividade de vivência


Escolha um lugar na sua casa em que você se sinta confortável, selecione uma música do seu interesse e ouça. Depois, na posição de pé, repita a música e dance. Expresse naturalmente através de movimentos o que você sente. Inicie fazendo movimentos que você já conhece, e aos poucos, vá criando e explorando novos movimentos.  Se liberte! Permita sentir o prazer que é dançar livremente! Depois traga suas impressões para compartilhar em sala de aula.

3.3.1 DANÇAS POPULARES: QUAIS ESTILOS NÓS DANÇAMOS?

Para compreendermos o que são danças populares, precisamos entender o  significado de popular. Você sabe o que é popular? O que seria uma dança popular?
Popular é tudo aquilo que vem do povo, que é passado de geração para geração através da comunicação oral e coletiva. O mesmo acontece com a dança. Diz-se que pessoas que viviam no campo celebravam em determinadas épocas do ano de acordo com as fases da colheita e nestas festas, surgiram estilos de danças próprios destes povos. Com o passar do tempo essas danças foram levadas para outras regiões, sendo adaptadas de acordo com a nova realidade, e assim foram sendo popularizadas.
No nosso país, qual o estilo de dança podemos dizer que é popular? A quadrilha, o pastoril, o galante, o forró, o samba, entre outros. O Brasil é um país muito extenso e possui uma grande diversidade cultural originada de várias etnias.  Para exemplificarmos, apresentaremos alguns ritmos presentes nos Estados da região Nordeste.
Esta região possui os seguintes Estados: Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Piauí e Maranhão. Nestes Estados podemos encontrar uma rica diversidade de danças e folguedos, como por exemplo, as danças de Arauna, Ciranda, Coco de Roda, Camaleão, Xaxado, Frevo, entre outras. Os folguedos mais destacados são o Bumba meu boi, Cavalo Marinho, Chegança, Guerreiros, Maracatu, Pastoril, Reisado entre outros.

Atividade de pesquisa

1-    Formem grupos de até cinco pessoas e pesquisem danças populares ou folguedos presentes em nosso Estado.
2-    Descubra qual época do ano são vivenciados, o contexto onde elas se desenvolvem, os trajes e a forma como são desenvolvidas. Para isso, busquem em sites, analisem vídeos no site www.youtube.com para identificar os passos básicos destas danças ou folguedos.
3-    Com a ajuda do professor, elabore uma apresentação do estilo escolhido para vivenciar na escola.

AGUARDANDO A PRÓXIMA VIAGEM!

Chegamos ao fim dessa etapa da viajem ao mundo mágico da dança. Agora você conheceu um pouco mais sobre essa prática corporal milenar. Durante este percurso, trocamos experiências, superamos barreiras, nos divertimos, criticamos e sentimos na prática o prazer que a dança pode proporcionar.





Referências:
BARROS, Jussara. O que é a dança. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/artes/danca.htm>. Acesso em: 30 jan.2015.

SANCHES, Alcir Braga (coord.). Educação Física à distância: módulo 3.  Brasília: Universidade de Brasília, 2008.

PIZATO, Cleide. As Atividades Rítmicas e Expressivas Como Conteúdo nas Aulas de Educação Física. Ano: 2009. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/485-4.pdf Acesso em: 30 jan.2015.

CORDEL - DO ONTEM AO HOJE DA DANÇA

A dança é a primeira arte
Que no mundo o homem criou
Antes mesmo de falar
Pois não é que ele dançou
Celebrava acontecimentos
De tristeza, alegria e amor.

Até mesmo na bíblia sagrada
A dança um lugar ocupou
Posso citar o Rei Davi
Dançando para o senhor
Pela casa de Obede-Edom
Que o senhor abençoo.

As danças em grupo surgiram
Em rituais religiosos
Começou pelo Egito
Pois foi um dos primeiros povos
Pediam o sol e a chuva
E uma colheita vantajosa.

Na Grécia ela se veiculou
À formação de guerreiros
Acreditavam que o seu ritmo
Fosse bom para o cavalheiro
A dança era tão prestigiada
Quando a capacidade guerreira.

Mas foi em Roma quela se voltou
Para a sua forma sensual
Em homenagem ao deus baco
Dançavam em bacanal!
Regada a muita bebida
Era só prazer carnal.

Porém foi na idade média
Que ela retrocedeu
Seu uso considerado profano
O seu valor desmereceu
Mas mesmo assim, para os camponeses.
Sua prática permaneceu.

Durante o renascimento
Mudou-se a forma de dançar
Passou do improvisado
Para uma dança formal
Perdendo seu sentido lúdico
Deixando seu sentido total

Surgiu-se, com esse movimento.
Os espetáculos de dança
Com o balé da Itália
Se espalhando pela França
Os dançarinos eram formados
Desde o tempo de criança

A dança moderna surgiu
Para dar mais liberdade
 E a pessoa que dança
Ficar mais a vontade
Explorando todo corpo
Com movimentos variados

Veio romper com o balé
A dança contemporânea
Pois nela, o que mais vale
É a movimentação espontânea
Que expresse sentimentos, ideias
E conceitos momentâneos.

Por fim, a dança popular.
Por nós é mais praticada
Forró samba, coco de roda
Sempre anima a moçada
Temos folguedos legais
Êta cultura diversificada!

CHARGE

A charge seguinte ilustra como algumas pessoas tem medo de dançar e relacionam com algo difícil ou ruim. No entanto, sabemos que o real sentido da dança é se divertir, expressar sentimentos e celebrar com os outros.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Os desafios da vida e uma corrida


Numa corrida de pedestres o corredor passa por vários sentimentos, emoções, dores, sensações. A atitude dele diante das adversidades é que vai refletir no seu desempenho durante a prova. Assim, também acontece em nossa vida diária.
A qualidade do treinamento realizado pelo atleta irá influenciar o seu desempenho. Se ele se preparou adequadamente, contemplando as demandas da corrida, certamente terá mais segurança para realização do percurso. Da mesma forma, em outras atividades do nosso cotidiano as oportunidades surgem, sendo que muitas vezes não estamos suficientemente preparados, ou, nos encontramos tão ocupados com outras coisas que quando notamos, já passou.
É importante conhecer o percurso para saber aonde se encontra e estipular quanto falta para chegar. No entanto, é fundamental dividi-lo em etapas, cumprindo uma de cada vez, sem se preocupar com o quanto falta. Logo no início de uma corrida, o corredor pode sentir uma dor no abdome e diminuir o ritmo, mas, adiante ela pode passar e ele voltar ao ritmo normal. Nesse mesmo sentido, ele pode se encontrar exausto em determinado ponto, mas se conseguir forças para ultrapassar, poderá se sentir mais aliviado numa etapa seguinte. Essas considerações são facilmente aplicadas em outras instâncias da vida, pois é importante que saibamos aonde desejamos chegar, para não parar em lugar qualquer. Igualmente, é importante viver o momento da melhor forma que puder independente do lugar que esteja, da forma que se encontre, sabendo que os obstáculos podem ser superados.
Por último, o atleta já fadigado, pode manter o pensamento apenas em correr cada pisada, cada metro, na esperança que na frente a subida acaba e a fadiga diminuirá. Cada passada realizada, se encontrará mais perto da linha de chegada e seguir o seu próprio ritmo é fundamental. Se ele tentar adequar ao ritmo dos outros, pode cansar logo, ou depois sentir que podia ir além. No entanto, se encontrar alguém que esteja com o mesmo objetivo, ritmo semelhante ao seu, e aceite correr ao seu lado é importante juntar-se a ele, pois assim podem superar os obstáculos mais facilmente, de forma menos estressante.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Análise sobre os “legislativos” eleitos no sertão alagoano

A política em nossa região anda longe da ideal. Infelizmente, os candidatos a vereadores mais votados são aqueles que alimentam uma cultura assistencialista e que dispõem de bom aparato financeiro, funções essas, que se distanciam do verdadeiro papel de legislador. Isso me deixa preocupado, pois com toda evolução mundial, ainda continuamos analfabetos em questão política. Analisando o quadro dos candidatos mais votados, observo que há duas características em que podem ser destacadas: A política assistencialista, onde eu me refiro ao vereador deixar sua verdadeira função para assumir o papel de um médico, de secretário, de assistente social, funções essas que são de competência das secretarias municipais. O outro perfil eu me refiro ao aparato financeiro em que sustenta alguns candidatos, onde tem possibilitado a compra da dignidade e do exercício da cidadania de diversos eleitores. Mas quais seriam as verdadeiras competências do legislador municipal? Eu resumiria em apenas duas: diagnosticar as necessidades da comunidade elaborando projetos para serem postos em votação e, fiscalizar verbas, serviços e obras públicas, cuidando para uma boa aplicação do dinheiro. Aparentemente é simples sua função, agora porque eles não fazem é questão para estender por muitas páginas. Mas voltando a temática central, a educação pública e as condições dignas de sobrevivência são cruciais na emancipação do sujeito para assumir uma postura crítica e ativa diante dessa política alienadora. Não basta ter acesso a educação, mas que seja uma “educação para pensar” visando a transformação de uma situação que, “é assim, mas poderia ser diferente”. Compreendo que há a necessidade de estimular nos indivíduos este gosto pela busca da autonomia, da reflexão, do questionamento da união no sentido da transformação, e a educação deve oportunizar momentos para desenvolver essas competências. Mas o resultado está aí, uma grande aversão no quadro legislativo, onde já prevemos que não haverá mudanças significativas, pois se a política assistencialista e mercantilizada tem dado certo para alguns, a tendência é continuar. Para superar isso, não basta dizer “Não venda o seu voto” por isso ou por aquilo, mas através da educação para a emancipação, para o bem comum, para adoção de uma postura ativa e reflexiva diante das adversidades provocadas por quem deseja manter uma sociedade conformista e alienada. Por: Genival Pereira dos Santos

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Quebrando preconceitos




Nem tudo é 100% bom; então cabe a nós escolher e viver o que nos deixa bem.Se o que eu faço me deixa feliz e não causa mal ao outro, não há por que se preocupar. Atitude, harmonia, conciencia sempre!

Importância da prática


"Planejar é indispensável, mas é a prática que leva ao sucesso, a mudança, a perfeição."

sábado, 25 de setembro de 2010

Esporte de resistência

Falando dos esportes de resistência, as vezes, assistimos competições na TV e não imaginamos a realidade de superação dos atletas.
Neste mês, eu participei de uma corrida de pedreste intermunicipal e pude sentir na pele as dificuldades enfrentadas pelos atletas. Em alguns pontos da prova o cansaço físico e térmico é intenso, passa uma variedade de pensamentos na nossa cabeça e lembramos-nos dos longos e exaustivos treinos. Buscamos direcionar nossas forças para realização de nossas metas através da auto superação. Imaginamos sensações no momento da chegada e esses pensamentos nos acompanham durante a prova.
O aprendizado que obtive da prática do esporte de resistência foi que, em determinados momentos deparamo-nos com momentos difíceis e que se superá-los, sentimos felizes por ter conseguido ir adiante. Momentos melhores virão se não desistirmos e para reforçar a motivação, imaginamos que um bom acontecimento estará nos esperando na linha de chegada, pois só pela premiação, eu não correria nem doi quilômetros.
Chegamos ao nosso limite de resistência motivado por nossos ideais. Mas o bom mesmo é participar juntamente com amigos e companheiros e compartilhar o momento. Ainda com relação à corrida, percebi que a competição apresenta fatores que afetam no desempenho que não sentimos tanto no treinamento, como a influência do ritmo dos outros, o estresse térmico etc.Mesmo correndo a distância da corrida no treinamento, a exaustão da corrida é maior.

sábado, 14 de agosto de 2010

O Ensino do Esporte na Escola: "Limites e possibilidades a partir da realidade escolar".

O esporte é um conteúdo da educação Física que é essencial ser inserido na escola. No entanto, os professores de educação Física devem adaptá-lo à realidade escolar, para não apenas reproduzi-lo da forma que ele é apresentado na mídia ou nos contextos informais. Sabemos que o esporte educa fisicamente e psicologicamente o ser humano, no entanto, o tipo de educação em que ele proporciona, depende do contexto social em que ele se desenvolve.
Assistimos com freqüência cenas de violência, agressões físicas e verbais, desrespeito ao próximo através da mídia. Mesmo no campo do lazer, nós podemos nos deparar com indivíduos que reproduzem estes comportamentos, o que nos infere que se não tomarmos os devidos cuidados, eles poderão também ser desenvolvidos na escola. Para ter uma noção mais clara da importância da reflexão do esporte escolar pelo professor e alunos, conversei com indivíduos que praticaram mesmo por pouco tempo o esporte escolar.
A opinião comum entre os entrevistados foi que poucas vezes vivenciaram o esporte nas aulas de educação Física, já que a prioridade seria os exercícios de Calistenia. A modalidade se limitava somente ao futsal e segundo o relato de um aluno, o professor só mandava jogar bola quando ele precisava sair mais cedo, pois eles ficavam jogando sem a sua orientação. Quando indagado sobre o que eles aprenderam com o esporte, eles afirmaram que nada, pois apenas se divertiam. Eu também vivenciei o esporte algumas vezes na escola, e as minhas lembranças são semelhantes à dos entrevistados, acrescentando que o professor não tinha graduação, e que este apenas dividia as equipes, e apitava o jogo.
Então podemos ver que não se tinha uma perspectiva que direcionassem a aprendizagem dos alunos, pois os alunos faziam e falavam o que queriam, e não eram motivados a pensarem sobre a prática em que realizavam. O professor de educação física deve primeiramente refletir para poder adequar o esporte a realidade escolar, estipulando objetivos possíveis, visando uma abordagem ampla, excluindo os interesses sociais dominantes. Através do esporte, vivenciamos a interação, cooperação, solidariedade, enfim, é uma forma de nos compreender para compreender o próximo, isso sem falar dos benefícios à saúde. Portanto, a prática esportiva bem orientada, é uma ótima forma de desenvolvimento integral e diversão, mas quando está objetivado pela competição, o egocentrismo, inconsciência e intolerância, este pode contribuir para atitudes desumanas que não deveriam existir.