segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O que dá para fazer hoje?

Acordo cedo e penso no que faço durante o dia, não vendo algo além da rotina dos últimos anos. Depois dos afazeres, pego a magrela e saio ainda sem um destino certo, não sei se viro à direita ou à esquerda - quando chegar mais perto eu viro para algum lado! Resolvo trilhar por caminhos diferentes para que possa me vir inspirações novas.
Quando volto penso na próxima maneira de ocupar o meu tempo e vejo poucas possibilidades. Então me lembro de outra companhia fiel de pelo menos 16 anos. Esta companhia também me faz bem, me faz relaxar, voltar à calma, enfim, tem sido uma das coisas boas que tenho conquistado e parece ser por toda a vida. Sinto falta de outras amizades com criaturas “de carne e osso” para compartilhar momentos, enfrentar a vida juntos. Recordo-me da vida que tinha há dez anos, quando era mais popular, porém não mais sábio e consciente como sou hoje. Por isso que não quero voltar no tempo; tudo aquilo que eu fazia me trouxe até aqui. Durante este processo de evolução tomei decisões, mudei bastante, não para distante do meu ser, mas para perto de mim mesmo. Precisava caminhar com as próprias pernas e voar com minhas próprias asas. Acredito que é possível haver um mundo em que cada um possa ser aceito do seu jeito, com o que tem com o que faz, e busco isso.
Nesta metamorfose que passo – e todos nós passamos – me deparo com diversas situações. No aspecto relacional, conquanto longo período inativo, muita coisa aconteceu. Por outro lado, me deparo sempre com a mesma antítese: quando parece que estou indo no caminho certo, alguma coisa acontece de errado. Então deixo o coração me guiar na esperança de que uma nova situação aconteça e que possa, enfim se realizar. Fé e esperança sempre, pois aprendi, faz alguns anos, que se caminhamos pelo caminho da justiça e do amor chegamos aonde queremos. Podemos achar que estamos atrasados, ou que o nosso veículo empacou no caminho, mas quem nos criou, e somente ele, sabe o momento certo.

Portanto sigo firme. Conquanto algumas vezes me sinta inseguro, na maior parte do tempo tenho nas mãos as rédeas da vida. Sei que preciso crescer mais, sei que preciso ampliar mais, sei que preciso ousar mais, mas também sei que devemos respeitar o espaço dos outros, pois cada um tem seus sonhos e suas preferências. Assim, continuo acordando cedo, e vivendo, e tentando, e sofrendo, e amando a vida, sempre contando com a minhas fiéis companhias.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Análise da Música “Chão de Giz” – Zé Ramalho


Chão de Giz é uma música do compositor e cantor Zé Ramalho, lançada no ano de 1978. A música fala de um rapaz que era apaixonado por uma moça e ela não correspondia como ele desejava. Ela queria apenas “ficar”, viver uma pequena aventura e ele queria algo a mais, um romance. Isso fica evidente no trecho da música em que ele diz “Não vou me sujar fumando apenas um cigarro”. A letra é composta por muitas palavras estranhas, como devaneios, amiúde, grão-vizir, colibri e por expressões que precisam ser compreendidas e interpretadas, como “espalho coisas sobre um chão de giz, That's over, baby!”
Na primeira parte fica claro que o indivíduo busca refletir sobre suas fantasias utópicas de maneira clara e profunda (espalho coisas sobre um chão de giz). Esse estado de divagação, onde se deixa levar pela imaginação, lhe tortura com frequência (amiúde). Quando ele diz “vou te jogar num pano de guardar confetes”, transmite a mensagem que não vai mais levá-la à cama, vai esquecê-la. Confete significa confeito ou bolinha de gesso que os foliões atiravam aos punhados uns nos outros.
Adiante, ele expressa a sua luta para não se deixar levar pela sedução e encantamento da moça. “Disparo balas de canhões, é inútil, pois existe um grão-vizir”. “Gão-vizir” era um ministro e conselheiro de um sultão, ou rei, da antiga Pérsia. O termo significa literalmente ¨ajudante¨ . Ele ressalta que “sempre foi acorrentado no seu calcanhar, mas que ”isso acabou, querida!” (tradução de That's over, baby!).
Por fim, quando ele afirma que “quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval”, compreende-se que o sexo é passageiro como o carnaval e quando ele diz “no mais, estou indo embora”, sustenta a tese de que ele não quer continuar ficando com alguém somente “por fica”, pois isso pode gerar frustrações. Por ser uma música em que o autor emprega muitas palavras não habituais, se torna de difícil compreensão, sendo necessário ouvi-la com calma para compreender a sua mensagem. A consulta a um dicionário também é fundamental!


Veja a explicação dada pelo próprio compositor aqui.https://osegredo.com.br/2015/03/voce-sabe-o-significado-da-musica-chao-de-giz-de-ze-ramalho/

sábado, 5 de novembro de 2016

Agir Para Relacionar-se Melhor

Nos dias atuais as pessoas andam muito apressadas, ou muito ansiosas, ou muito iludidas, a ponto de evitar contato social até mesmo com os conhecidos. Essa situação não é boa, uma vez que precisamos estar próximo uns dos outros, reafirmar e ampliar amizades para que nossa vida se torne mais significativa.
Às vezes pode até ser incomodo procurar alguém para falar e colocar as conversas em dias, mas tomar essa atitude, sem dúvida, nos deixará mais confiáveis, satisfeitos, e felizes. A escolha em se esconder ou ser passivo em relação aos nossos pares nos deixa isolados do mundo e com sentimento de insatisfação com a vida.
Precisamos ter cuidado com o que pensamos quando estamos sozinhos, e sobre tudo, o que fazemos quando estamos em meio às pessoas. Isso porque é importante que nossos pensamentos sejam positivos e que as nossas atitudes sejam coerentes com as nossas concepções. Se descuidarmos um pouco perderemos o foco daquilo que nos faz realmente bem e a vida se torna monótona e obscura.
Então, tomar uma atitude positiva em relação a manter e ampliar amizades é de grande valia na atualidade, mesmo que tenhamos que superar barreiras, medos e frustrações. Estabelecer relações sociais pautadas no respeito e na empatia é essencial para vivermos com mais qualidade de vida.