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sábado, 25 de setembro de 2010

Esporte de resistência

Falando dos esportes de resistência, as vezes, assistimos competições na TV e não imaginamos a realidade de superação dos atletas.
Neste mês, eu participei de uma corrida de pedreste intermunicipal e pude sentir na pele as dificuldades enfrentadas pelos atletas. Em alguns pontos da prova o cansaço físico e térmico é intenso, passa uma variedade de pensamentos na nossa cabeça e lembramos-nos dos longos e exaustivos treinos. Buscamos direcionar nossas forças para realização de nossas metas através da auto superação. Imaginamos sensações no momento da chegada e esses pensamentos nos acompanham durante a prova.
O aprendizado que obtive da prática do esporte de resistência foi que, em determinados momentos deparamo-nos com momentos difíceis e que se superá-los, sentimos felizes por ter conseguido ir adiante. Momentos melhores virão se não desistirmos e para reforçar a motivação, imaginamos que um bom acontecimento estará nos esperando na linha de chegada, pois só pela premiação, eu não correria nem doi quilômetros.
Chegamos ao nosso limite de resistência motivado por nossos ideais. Mas o bom mesmo é participar juntamente com amigos e companheiros e compartilhar o momento. Ainda com relação à corrida, percebi que a competição apresenta fatores que afetam no desempenho que não sentimos tanto no treinamento, como a influência do ritmo dos outros, o estresse térmico etc.Mesmo correndo a distância da corrida no treinamento, a exaustão da corrida é maior.

sábado, 14 de agosto de 2010

O Ensino do Esporte na Escola: "Limites e possibilidades a partir da realidade escolar".

O esporte é um conteúdo da educação Física que é essencial ser inserido na escola. No entanto, os professores de educação Física devem adaptá-lo à realidade escolar, para não apenas reproduzi-lo da forma que ele é apresentado na mídia ou nos contextos informais. Sabemos que o esporte educa fisicamente e psicologicamente o ser humano, no entanto, o tipo de educação em que ele proporciona, depende do contexto social em que ele se desenvolve.
Assistimos com freqüência cenas de violência, agressões físicas e verbais, desrespeito ao próximo através da mídia. Mesmo no campo do lazer, nós podemos nos deparar com indivíduos que reproduzem estes comportamentos, o que nos infere que se não tomarmos os devidos cuidados, eles poderão também ser desenvolvidos na escola. Para ter uma noção mais clara da importância da reflexão do esporte escolar pelo professor e alunos, conversei com indivíduos que praticaram mesmo por pouco tempo o esporte escolar.
A opinião comum entre os entrevistados foi que poucas vezes vivenciaram o esporte nas aulas de educação Física, já que a prioridade seria os exercícios de Calistenia. A modalidade se limitava somente ao futsal e segundo o relato de um aluno, o professor só mandava jogar bola quando ele precisava sair mais cedo, pois eles ficavam jogando sem a sua orientação. Quando indagado sobre o que eles aprenderam com o esporte, eles afirmaram que nada, pois apenas se divertiam. Eu também vivenciei o esporte algumas vezes na escola, e as minhas lembranças são semelhantes à dos entrevistados, acrescentando que o professor não tinha graduação, e que este apenas dividia as equipes, e apitava o jogo.
Então podemos ver que não se tinha uma perspectiva que direcionassem a aprendizagem dos alunos, pois os alunos faziam e falavam o que queriam, e não eram motivados a pensarem sobre a prática em que realizavam. O professor de educação física deve primeiramente refletir para poder adequar o esporte a realidade escolar, estipulando objetivos possíveis, visando uma abordagem ampla, excluindo os interesses sociais dominantes. Através do esporte, vivenciamos a interação, cooperação, solidariedade, enfim, é uma forma de nos compreender para compreender o próximo, isso sem falar dos benefícios à saúde. Portanto, a prática esportiva bem orientada, é uma ótima forma de desenvolvimento integral e diversão, mas quando está objetivado pela competição, o egocentrismo, inconsciência e intolerância, este pode contribuir para atitudes desumanas que não deveriam existir.