sexta-feira, 6 de março de 2015

3.3.1 DANÇAS POPULARES: QUAIS ESTILOS NÓS DANÇAMOS?

Para compreendermos o que são danças populares, precisamos entender o  significado de popular. Você sabe o que é popular? O que seria uma dança popular?
Popular é tudo aquilo que vem do povo, que é passado de geração para geração através da comunicação oral e coletiva. O mesmo acontece com a dança. Diz-se que pessoas que viviam no campo celebravam em determinadas épocas do ano de acordo com as fases da colheita e nestas festas, surgiram estilos de danças próprios destes povos. Com o passar do tempo essas danças foram levadas para outras regiões, sendo adaptadas de acordo com a nova realidade, e assim foram sendo popularizadas.
No nosso país, qual o estilo de dança podemos dizer que é popular? A quadrilha, o pastoril, o galante, o forró, o samba, entre outros. O Brasil é um país muito extenso e possui uma grande diversidade cultural originada de várias etnias.  Para exemplificarmos, apresentaremos alguns ritmos presentes nos Estados da região Nordeste.
Esta região possui os seguintes Estados: Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Piauí e Maranhão. Nestes Estados podemos encontrar uma rica diversidade de danças e folguedos, como por exemplo, as danças de Arauna, Ciranda, Coco de Roda, Camaleão, Xaxado, Frevo, entre outras. Os folguedos mais destacados são o Bumba meu boi, Cavalo Marinho, Chegança, Guerreiros, Maracatu, Pastoril, Reisado entre outros.

Atividade de pesquisa

1-    Formem grupos de até cinco pessoas e pesquisem danças populares ou folguedos presentes em nosso Estado.
2-    Descubra qual época do ano são vivenciados, o contexto onde elas se desenvolvem, os trajes e a forma como são desenvolvidas. Para isso, busquem em sites, analisem vídeos no site www.youtube.com para identificar os passos básicos destas danças ou folguedos.
3-    Com a ajuda do professor, elabore uma apresentação do estilo escolhido para vivenciar na escola.

AGUARDANDO A PRÓXIMA VIAGEM!

Chegamos ao fim dessa etapa da viajem ao mundo mágico da dança. Agora você conheceu um pouco mais sobre essa prática corporal milenar. Durante este percurso, trocamos experiências, superamos barreiras, nos divertimos, criticamos e sentimos na prática o prazer que a dança pode proporcionar.





Referências:
BARROS, Jussara. O que é a dança. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/artes/danca.htm>. Acesso em: 30 jan.2015.

SANCHES, Alcir Braga (coord.). Educação Física à distância: módulo 3.  Brasília: Universidade de Brasília, 2008.

PIZATO, Cleide. As Atividades Rítmicas e Expressivas Como Conteúdo nas Aulas de Educação Física. Ano: 2009. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/485-4.pdf Acesso em: 30 jan.2015.

CORDEL - DO ONTEM AO HOJE DA DANÇA

A dança é a primeira arte
Que no mundo o homem criou
Antes mesmo de falar
Pois não é que ele dançou
Celebrava acontecimentos
De tristeza, alegria e amor.

Até mesmo na bíblia sagrada
A dança um lugar ocupou
Posso citar o Rei Davi
Dançando para o senhor
Pela casa de Obede-Edom
Que o senhor abençoo.

As danças em grupo surgiram
Em rituais religiosos
Começou pelo Egito
Pois foi um dos primeiros povos
Pediam o sol e a chuva
E uma colheita vantajosa.

Na Grécia ela se veiculou
À formação de guerreiros
Acreditavam que o seu ritmo
Fosse bom para o cavalheiro
A dança era tão prestigiada
Quando a capacidade guerreira.

Mas foi em Roma quela se voltou
Para a sua forma sensual
Em homenagem ao deus baco
Dançavam em bacanal!
Regada a muita bebida
Era só prazer carnal.

Porém foi na idade média
Que ela retrocedeu
Seu uso considerado profano
O seu valor desmereceu
Mas mesmo assim, para os camponeses.
Sua prática permaneceu.

Durante o renascimento
Mudou-se a forma de dançar
Passou do improvisado
Para uma dança formal
Perdendo seu sentido lúdico
Deixando seu sentido total

Surgiu-se, com esse movimento.
Os espetáculos de dança
Com o balé da Itália
Se espalhando pela França
Os dançarinos eram formados
Desde o tempo de criança

A dança moderna surgiu
Para dar mais liberdade
 E a pessoa que dança
Ficar mais a vontade
Explorando todo corpo
Com movimentos variados

Veio romper com o balé
A dança contemporânea
Pois nela, o que mais vale
É a movimentação espontânea
Que expresse sentimentos, ideias
E conceitos momentâneos.

Por fim, a dança popular.
Por nós é mais praticada
Forró samba, coco de roda
Sempre anima a moçada
Temos folguedos legais
Êta cultura diversificada!

CHARGE

A charge seguinte ilustra como algumas pessoas tem medo de dançar e relacionam com algo difícil ou ruim. No entanto, sabemos que o real sentido da dança é se divertir, expressar sentimentos e celebrar com os outros.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Os desafios da vida e uma corrida


Numa corrida de pedestres o corredor passa por vários sentimentos, emoções, dores, sensações. A atitude dele diante das adversidades é que vai refletir no seu desempenho durante a prova. Assim, também acontece em nossa vida diária.
A qualidade do treinamento realizado pelo atleta irá influenciar o seu desempenho. Se ele se preparou adequadamente, contemplando as demandas da corrida, certamente terá mais segurança para realização do percurso. Da mesma forma, em outras atividades do nosso cotidiano as oportunidades surgem, sendo que muitas vezes não estamos suficientemente preparados, ou, nos encontramos tão ocupados com outras coisas que quando notamos, já passou.
É importante conhecer o percurso para saber aonde se encontra e estipular quanto falta para chegar. No entanto, é fundamental dividi-lo em etapas, cumprindo uma de cada vez, sem se preocupar com o quanto falta. Logo no início de uma corrida, o corredor pode sentir uma dor no abdome e diminuir o ritmo, mas, adiante ela pode passar e ele voltar ao ritmo normal. Nesse mesmo sentido, ele pode se encontrar exausto em determinado ponto, mas se conseguir forças para ultrapassar, poderá se sentir mais aliviado numa etapa seguinte. Essas considerações são facilmente aplicadas em outras instâncias da vida, pois é importante que saibamos aonde desejamos chegar, para não parar em lugar qualquer. Igualmente, é importante viver o momento da melhor forma que puder independente do lugar que esteja, da forma que se encontre, sabendo que os obstáculos podem ser superados.
Por último, o atleta já fadigado, pode manter o pensamento apenas em correr cada pisada, cada metro, na esperança que na frente a subida acaba e a fadiga diminuirá. Cada passada realizada, se encontrará mais perto da linha de chegada e seguir o seu próprio ritmo é fundamental. Se ele tentar adequar ao ritmo dos outros, pode cansar logo, ou depois sentir que podia ir além. No entanto, se encontrar alguém que esteja com o mesmo objetivo, ritmo semelhante ao seu, e aceite correr ao seu lado é importante juntar-se a ele, pois assim podem superar os obstáculos mais facilmente, de forma menos estressante.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Análise sobre os “legislativos” eleitos no sertão alagoano

A política em nossa região anda longe da ideal. Infelizmente, os candidatos a vereadores mais votados são aqueles que alimentam uma cultura assistencialista e que dispõem de bom aparato financeiro, funções essas, que se distanciam do verdadeiro papel de legislador. Isso me deixa preocupado, pois com toda evolução mundial, ainda continuamos analfabetos em questão política. Analisando o quadro dos candidatos mais votados, observo que há duas características em que podem ser destacadas: A política assistencialista, onde eu me refiro ao vereador deixar sua verdadeira função para assumir o papel de um médico, de secretário, de assistente social, funções essas que são de competência das secretarias municipais. O outro perfil eu me refiro ao aparato financeiro em que sustenta alguns candidatos, onde tem possibilitado a compra da dignidade e do exercício da cidadania de diversos eleitores. Mas quais seriam as verdadeiras competências do legislador municipal? Eu resumiria em apenas duas: diagnosticar as necessidades da comunidade elaborando projetos para serem postos em votação e, fiscalizar verbas, serviços e obras públicas, cuidando para uma boa aplicação do dinheiro. Aparentemente é simples sua função, agora porque eles não fazem é questão para estender por muitas páginas. Mas voltando a temática central, a educação pública e as condições dignas de sobrevivência são cruciais na emancipação do sujeito para assumir uma postura crítica e ativa diante dessa política alienadora. Não basta ter acesso a educação, mas que seja uma “educação para pensar” visando a transformação de uma situação que, “é assim, mas poderia ser diferente”. Compreendo que há a necessidade de estimular nos indivíduos este gosto pela busca da autonomia, da reflexão, do questionamento da união no sentido da transformação, e a educação deve oportunizar momentos para desenvolver essas competências. Mas o resultado está aí, uma grande aversão no quadro legislativo, onde já prevemos que não haverá mudanças significativas, pois se a política assistencialista e mercantilizada tem dado certo para alguns, a tendência é continuar. Para superar isso, não basta dizer “Não venda o seu voto” por isso ou por aquilo, mas através da educação para a emancipação, para o bem comum, para adoção de uma postura ativa e reflexiva diante das adversidades provocadas por quem deseja manter uma sociedade conformista e alienada. Por: Genival Pereira dos Santos